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Paraná fabrica "pulseira para presos".
Jornal O Estado do Paraná - 03/05/2007

Uma tecnologia desenvolvida no Paraná pode ser pioneira no monitoramento eletrônico de presos no Brasil. Esse tipo de acompanhamento, para sentenciados em regime de progressão de pena, livramento condicional, prisão domiciliar, regime aberto ou semi-aberto, está em discussão no Congresso Nacional e deve ser aprovado ainda neste semestre. O equipamento desenvolvido no Estado é semelhante ao utilizado em outros países, e faz o acompanhamento pela Internet através de dados enviados de uma tornozeleira e uma unidade portátil de rastreamento.

O sistema de monitoramento eletrônico de presos, SAC24, como foi batizado, foi desenvolvido através de uma parceria entre a empresa paranaense Spacecomm Comunicação e Tecnologia Ltda. E o Lactec . Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, que foi responsável pelo desenvolvimento do hardware das unidades portáteis e tornozeleira - que pesa em média 275 gramas, é impermeável e resistente ao calor. O diretor da empresa, Sávio Bloomfield, explica que o projeto estava em estudos há dois anos, e atualmente, seria pioneiro nesse tipo de serviço no País, cujas informações são acessadas de um link de rádio com a central de gerenciamento através da comunicação de dados por celular (GPRS).

O individuo monitorado é obrigado a utilizar a tornozeleira e portar a unidade portátil de rastreamento. É nessa unidade que ficam armazenados os dados de localização do usuário, bem como, são enviadas informações criptografadas e alarmes de rompimento ou dados aos equipamentos. Ela precisa ser recarregada a cada dois dias, semelhante a um aparelho celular. O custo de fabricação do sistema é de R$ 2,1 mil . um similar exterior custa US$ 2 mil, porém custará cerca de R$ 600 por preso. Essa diferença, explica Sávio, é porque o equipamento não será vendido, pois a empresa irá prestar serviço para os estados que a contratarem.

O monitoramento eletrônico de presos é feito desde 1987 nos Estados Unidos, e dez anos mais tarde já era utilizado em outros países como o Canadá, França, Suécia, Espanha, Nova Zelândia e Austrália. A expectativa de Sávio é que o Congresso aprove o projeto, onde a demanda seria de 170 mil presos.

Por Rosângela Oliveri




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