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PR vai usar tornozeleira para monitorar presos
G1 (Globo.com) - 26/11/2007

O Governo do Paraná anunciou, nesta segunda-feira (26), que o estado vai começar a testar um novo sistema de rastreamento de presos em regime semi-aberto com uso de tornozeleiras. Ainda não foi definido o cronograma para implantação do sistema.

Chamado Sistema de Acompanhamento de Custódia (SAC24), o dispositivo foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) em parceria com a empresa Spacecomm Comunicações e Tecnologia.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, o equipamento deve colaborar muito com a polícia. “Caso algum preso de regime semi-aberto fuja, poderá ser localizado mais rapidamente, mas vamos aguardar os testes para conhecer o sistema na prática”, afirmou Delazari em entrevista coletiva na manhã desta segunda.

Equipamento

De acordo com o pesquisador do Lactec, Álvaro Henrique Costa, o dispositivo tem três partes: uma tornozeleira; uma base com GPS interno (localização por satélite), semelhante a celular, que o preso carrega na cintura e pode deixar em qualquer superfície até um raio de 40 metros; e uma central responsável pelo mapeamento e gerenciamento de informações.

O equipamento é antialérgico, à prova de água e resistente. O sistema mapeia a movimentação de presos, com alertas quando há transgressão de regras comportamentais definidas pela autoridade responsável.

“Há um sistema antifraude, que impede a violação. O sistema tem GPS e celular para transmitir os dados. A tornozeleira é muito segura. Caso o preso resolva cortá-la, o alarme é acionado na central, que informa onde o preso está”, disse Costa.

“O sistema é supersensível, com capacidade para armazenar informações por até dez dias, caso seja necessário fazer uma viagem para um local em que não pega celular. Ele também possui um detector de movimento para o caso de o preso estar num local onde não há sinal para o GPS”, afirmou o pesquisador.

Segundo Costa, o equipamento é o primeiro rastreador de presos feito com tecnologia 100% brasileira, o que representa uma redução de 50% nos custos, em relação aos similares com tecnologia importada.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MRP192773-5598,00.html


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